Review | Horizon Zero Dawn
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Lembro-me de minha primeira caçada, me preparei da melhor maneira possível, fiz muitas flechas, pois não sabia o que esperar. A presa era um Strider, o avistei de longe e me escondi nos belos arbustos, que balançavam com o vento e disfarçavam meu odor. O observei durante um tempo e fiz meu ataque furtivo que, por sorte, foi eficaz e suficiente para derrubar a fera robótica. Fiquei satisfeito com a recompensa obtida, afinal essa foi a primeira de muitas caçadas que me esperavam em Horizon Zero Dawn.

A nova IP da Guerrilha Games, desenvolvida exclusivamente para Playstation 4 nos apresenta a trajetória de Aloy, desde criança até se tornar uma mulher forte, independente mas ao mesmo tempo humilde e emotiva, sincera e direta. Todos os valores e emoções englobados para trazer uma experiência completa ao jogador. Os diálogos do jogo nos deixam muito a vontade para construirmos nossa própria personagem, a história se mantém de maneira linear, mas como iremos responder a um NPC vai da escolha de cada um. Isso somado ao excelente trabalho de modelagem e dublagem dos personagens faz como que aquela pequena discussão não seja algo trivial e sim um acréscimo na jogatina.

Horizon é um jogo belo, a riqueza de detalhes apresentadas é de encher os olhos, a folhagem balançando ao vento, os cabelos e principalmente a fauna. As máquinas são o maior acerto, com detalhes que não deixam a desejar, como as faíscas e engrenagens funcionando. A diversidade de áreas é mais um destaque, que conta com campos floridos, locais mais secos, áreas com rios ou neve, até as cavernas e vilas, isso tudo somado a um excelente trabalho de iluminação que possibilita ver detalhes do sol entre as folhas das árvores, o brilho nas gotas de chuva. Tudo é muito bem detalhado e vivo.

A fauna é de grande diversidade, desde animais de carne e osso até os movidos a engrenagens, mas aqui vem o destaque para a segunda. Existem muitas máquinas o que deixa tudo muito mais intenso já que dificilmente encontrará uma delas solitária sem seu rebanho ou alcateia. Elas convivem umas com as outras de maneira biológica.

Na hora da caçada é que os seres robotizados mostram que não estão para brincadeira, são muito poderosos, precisa de estratégia para vencê-los e aqui a Guerrilha aplica um gameplay que chamo de “emprestado”, onde ela pega de tudo um pouco e aplica da melhor maneira possível deixando esse embate entre homem e máquina muito fluido e sufocante. A atenção aos mínimos detalhes faz toda a diferença, pois assim, perceberá os pontos fracos do oponente. Os humanos são outra ameaça de grande perigo, devendo-se sempre optar pelo combate as escondidas.

Além de todos esses detalhes temos uma história envolvente e digna de ser concluída, chegando assim, ao fim dessa jornada. O orgulho de ter caçado e honrado a causa de Aloy é o sentimento que marca este fim.

Considerações finais:

Horizon Zero Dawn possui um potencial gigante que foi completamente atingido e correspondido, sem querer reinventar a roda o game pega emprestado mecânicas de outras franquias, aplicando a sua maneira, possuindo uma história  intrigante, personagens bem montados, um mundo bem detalhado e com uma fauna bem diversa e principalmente uma protagonista forte moldada ao estilo do jogador.

Pontos fortes:

– Grande diversidade de inimigos;

– Fauna bem completa;

– Gameplay fluído;

– Absurda riqueza de detalhes;

– Aloy.

Pontos Fracos:

– Alguns Bugs.

Revisado por: Bruna Vieira.

About the Author

Apaixonado por games e action figures , tentando viver um dia de cada vez