Miss Marvel é a maior prova de que quadrinhos e diversidade podem caminhar juntos
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O ser humano tem dentro de si o medo natural por mudanças, do que o tira de sua zona de conforto, daquilo que pode vir a mudar sua situação atual. E é sobre isso que um dos melhores quadrinhos da Marvel fala nos últimos anos.
Ele é um grito a plenos pulmões de que você também pode fazer a diferença. Exatamente isso que você acabou de ler, quer que o mundo comece a mudar? Comece por você mesmo, como diria Gandhi. Essa é a premissa de Khamala Khan, a Miss Marvel.

Khamala é adolescente, paquistanesa, mulher, muçulmana e inumana. Ou seja, ela teria tudo pra sofrer preconceitos de várias formas e ela sofre, mas se você está achando que isso é muito para uma “simples” adolescente, aí é que você se engana.
Por mais controvérsias que cada traço de sua personalidade tenha gerado, a menina assumiu o tão conhecido e subestimado posto de Ms. Marvel mostrando aquilo que o Homem-Aranha já explorou lá atrás, da mesma maneira inteligente, divertida e descontraída que qualquer um pode ser um super-herói, ou melhor, super-heroína.

Mas afinal, o que Miss Marvel tem de tão diferente de personagens como Pantera Negra ou Tempestade?
Se diferencia pois, pela primeira vez temos os grandes ícones de uma editora sendo representados por personagens com problemas reais, da periferia, sem nenhum brilho ou hipersexualização. Finalmente todos poderão se enxergar em personagens palpáveis, não apenas em líderes tribais, rainhas, mulheres e homens inalcançáveis; os grandes mantos finalmente podem representar  aqueles que sempre precisaram de verdadeiros heróis.

Você não precisa ser rico, cientista, famoso, treinado em dezenas de estilos de luta ou qualquer coisa louca dessas para sair salvando o mundo e colocar o sorriso no rosto de alguém. Você precisa apenas ter o poder do QUERER, pois mesmo as mais pequenas ações também podem melhorar o dia de alguém.
Pode ser uma garota ou um cara qualquer. Sabe aqueles que ninguém coloca fé alguma? Então! Independente de traço físico, identidade cultural, de gênero, sexualidade, nacionalidade, vocês também podem fazer a diferença.
No fim, Miss Marvel é a prova maior atualmente de que é possível sim serem feitas histórias com personagens que retratam a minoria, onde novos e antigos leitores se identifiquem.

 

Revisado por: Bruna Vieira.

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Calvo, Nerd, com sérios problemas mentais e psicológicos. Aceita um café?

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