Crítica - Logan
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Logan, sem sombra de dúvidas, era um dos filmes mais aguardados para este primeiro semestre de 2017. Também não era para menos. De acordo com muitas notícias que saíram na mídia, seria a última vez em que veremos Hugh Jackman neste papel. Além disso, os trailers deixavam as expectativas lá em cima, mostrando que seria um filme diferente de todos os da franquia X-Men. O hype estava enorme, já que parecia que, de fato, algo maduro e surpreendente estava por vir.

Situado em 2029, o filme nos mostra um Logan mais cansado fisicamente. Seu corpo reflete um cansaço vivido ao longo dos vários anos em que esteve em combate árduo e aparentemente a única coisa que faz ele ter vontade de ainda estar vivo é Xavier (Patrick Stewart). Foi gratificante ver o entrosamento dos dois, típico de filho tendo que cuidar do pai idoso, do pupilo que agora cuida do seu mentor. É o tipo de relacionamento que todos sabem que os dois tinham, mas que nenhum filme havia mostrado de forma tão real e cativante.

Esse impulso para continuar vivendo que Logan sentia do já nonagenário e debilitado Xavier, é algo que nitidamente podemos ver que acontece com Laura (Dafne Keen). A menina tinha momentos em que assumia o papel de Xavier (de uma forma bem diferente, é claro), mas que fazia com que Logan continuasse a seguir em frente.

Mesmo o filme tendo ambientação futurista, o diretor James Mangold acerta na mão ao tentar sempre trazer o expectador para dentro daquela realidade. Tanto que vemos celulares, televisões, filmes e HQs. Tudo o que faz com que o expectador entenda que o futuro em que eles vivem não é algo tão diferente assim do nosso presente.

As cenas de combate foram muito bem aproveitadas e podemos ver um filme bem sanguinário como nunca houvera antes na saga de filmes de X-Men ou de Wolverine. Os efeitos visuais estavam tão minuciosos que era bem real as cenas em que Wolverine cravava suas garras nas cabeças dos inimigos. Por falar em cabeças, sim, muitas rolam neste filme. Só as lutas co-op de Laura e Logan que poderiam ter durado um pouco mais, porque estava arrepiante de se ver os dois combatendo juntos.

Dafne Keen foi formidável ao viver Laura. Quantas expressões a menina passava em apenas um olhar. Laura não tinha muitas falas, mas nem foi preciso. A menina mesmo só começa a falar mais próximo ao terceiro ato do filme, após um dado momento (que eu não vou falar, porque é spoiler), e que nos faz compreender que agora ela assumira o papel de motivar Logan. Principalmente para ajudar as outras crianças mutantes, que também fugiram da Transigen (mesmo laboratório que Laura vivia), do grupo paramilitar liderado por Donald Price (Boyd Holbrook). Isso faz com que Logan enxergue esperança ao ver surgir um possível grupo de jovens mutantes que relembre seus tempos na escola de Xavier.

Concluindo, o filme foi um drama de ação excepcional e que marcou bem essa despedida de Hugh Jackman do personagem. Foi algo adulto, tivemos aqui um personagem bem pessimista e desgastado. A trama toda foi bem amarrada, trazendo relacionamentos bem construídos e emocionantes. Foi um encerramento honroso para o Wolverine de Hugh Jackman.

Nota: 5/5

Revisado por: Bruna Vieira.

About the Author

Jornalista apaixonada pelo mundo do entretenimento. Apaixonada pelas coisas boas da vida além de filmes, séries e cultura nerd, ainda não entendeu por quê não escolheu cursar Cinema na faculdade.

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