Crítica: A Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell
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Ghost in the Shell é uma das obras de mangá mais aclamadas de todos os tempos. Influenciado por temáticas cyberpunk, Masamune Shirow publicou a obra de 1989 a 1991 no Japão, narrando a história da policial cibernética Major Motoko Kusanagi em um futuro em que tudo se tornou informatizado a ponto das pessoas poderem acessar informações com seus próprios cérebros. Com uma adaptação em longa metragem pelas mãos do diretor Rupert Sanders, A Vigilante do Amanhã chega aos cinemas em circuito mundial esta semana com Scarlet Johansson no papel principal.

Antes de tudo é válido ressaltar a qualidade dos efeitos visuais. É sem dúvidas uma das melhores experiências que o filme traz, onde souberam retratar muito bem a Seção 9, a cidade futurística repleta de hologramas onde se passa a história e cada cena panorâmica apresentada é de fato um deleite para os fãs.

A caracterização e maquiagem dos personagens é algo que, junto aos belos efeitos visuais apresentados, faz com que você deixe alguns pontos negativos do filme de lado. Os apetrechos acoplados ao corpo de personagens humanos modificados ficaram em muitos momentos críveis, seja um olho com visão de raio-X, um braço robótico e daí por diante. Um exemplo é o ator Pilou Asbaek que interpreta Batou, o companheiro da Major, que está muito fiel ao que é apresentado na animação. A produção com toda certeza trabalhou com maestria e entregou algo digno que a adaptação do anime/mangá merecia em questões visuais.

O roteiro se baseia no primeira trama do anime, na qual a Hanka, empresa responsável pela inserção de partes robóticas em humanos, inicia um projeto para que tenham um modelo robô somente com um cérebro humano, é aí que entra a Major. Ela é usada como arma para missões da equipe do Setor 9, que em certa parte do filme começa a se questionar se realmente a ajudaram ou se estão a usando somente como arma. Questionamentos esses que vem a partir do primeiro contato dela com Kuze, o suposto vilão da trama.

Johansson tem uma atuação cômoda no papel da protagonista Major, por mais que ela consiga trazer um olhar vazio, sem “emoções” para a personagem, isso por se tratar de um corpo 100% robô, a atuação é simples, se assemelhando a uma Viúva Negra com CGI com um andar meio travado e em outros momentos de ação super acelerados, mais do mesmo que vemos em outros filmes de ação em que a atriz protagoniza.

O antagonista da trama e os pontos negativos do filme se encaixam. O longa não tem um ponto de urgência, perigo que traga um peso maior para a trama e junto a oscilações de ação, dramas da personagem em momentos de questionamentos, explicações, explicações e mais explicações incomodam em certos momentos trazendo um certo desinteresse pelo o que está acontecendo. Já Kuze não está nem perto de ser um vilão na trama, está mais para complementar o que vem acontecendo e a acontecer com a Major como um “amigo” que abre os seus olhos.

Aqueles que criticaram alguns pontos quando fora anunciada a produção do longa com certeza irão tomar um certo tapa na cara, pois a produção soube explicar diversas coisas e complementar a trama com outras. A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell vale o ingresso e tem tudo para ser uma ótima franquia para se acompanhar no cinema. Para um primeiro filme e adaptação de animação/mangá, se saiu incrivelmente bem principalmente não deturpando a ótima obra original escrita de Shirow.

Nota: 3,5/5

FICHA TÉCNICA

Título: A Vingilante do Amanhã – Ghost in the Shell (Ghost in the Shell)
País: Estados Unidos
Duração: 1h 47min
Direção: Rupert Sanders
Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbaek, Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt
Estreia: 30 de março de 2017.

 

Revisado por: Bruna Vieira.

About the Author

Founder do Oracullo, Founder e Mobile Leader na MobSmartUp, viciado em séries, filmes, livros e quadrinhos. #maytheforcebewithyou

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