Crítica: Tinha Que Ser Ele?
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A trama conta a história de Ned Flaming (Bryan Cranston), um empresário que sempre levou uma vida estável e pacata com sua família, e que viaja com sua mulher e filho caçula para a Califórnia com o objetivo de passar o Natal com a filha universitária Stephany (Zoey Deutch). Chegando lá, todos são apresentados ao namorado da garota, um jovem ricaço e sem noção chamado Laird Mayhew (James Franco), que leva um estilo de vida inusitado e bem diferente da família Flaming.

De longe, já dá para perceber que o filme remete à outros de comédia no estilo Entrando Numa Fria  (que também é dirigido pelo mesmo diretor/roteirista deste filme, John Hamburg), Doze é Demais, A Família da Noiva, entre outros tipos de comédia neste estilo em que a fórmula utilizada é a mesma, com piadas prontas e repetidas. O filme é um tiroteio de clichês do início ao fim: o pai da menina não gosta do namorado, que por sua vez faz de tudo para agradá-lo, tem o conflito entre eles e no final das contas tudo se resolve de uma maneira bem simples, vivendo todos felizes para sempre.

James Franco interpreta um alguém que ele já está acostumado a viver sempre nos cinemas, que é o típico cara doidão e sem noção (só que desta vez ele não é drogado). As piadas do personagem de Franco eram rasas e tudo remetia à conteúdo sexual e palavrões mal colocados que não faziam sentido nenhum em cena. Alguns até faziam, mas garanto que falar “fuck” o tempo todo perde um pouco da graça, porque é mais do mesmo tipo de piada. A casa tipo mansão que Mayhew vivia seria um sonho se não tivesse em cada cômodo um quadro com animais transando escrito em letras garrafais explicando que tais animais estavam fazendo movimentos copulatórios.

Apesar do filme não se salvar em nenhum momento, tivemos Bryan Cranston que passava através de suas engraçadas caras e bocas a irritação e um certo cansaço por Mayhew e por simplesmente não entender o quê sua filha tinha visto em um cara tão sem noção assim. Não foi o melhor filme para a carreira de Cranston, mas pelo menos ele segurou o pouco de graça que tinha na história.

Tinha Que Ser Ele? não conseguiu convencer em nenhum momento e é cansativo pelo número de piadas repetidas ao longo do filme. Apesar da aparição totalmente inusitada de Gene Simmons e Peter Criss (Kiss), que foi algo realmente bacaninha de se ver, o filme não é (nem de longe) imperdível.

Revisado por: Bruna Vieira.

About the Author

Jornalista apaixonada pelo mundo do entretenimento. Apaixonada pelas coisas boas da vida além de filmes, séries e cultura nerd, ainda não entendeu por quê não escolheu cursar Cinema na faculdade.

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