Crítica: Liga da Justiça Sombria
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Nem sempre a primeira linha de heróis da Liga da Justiça consegue lidar com todas as ameaças. Muito menos quando elas são de origem mágica, ocultista, arcana e afins. E é aí que entram em cena os “heróis” que nem sequer gostam ser relacionados com este título de honra. Liga da Justiça Sombria é o primeiro título da DC Universe Animated Original Movies em 2017, e seu objetivo é simples: apresentar os heróis da linha ocultista da editora para o público geral e entretê-lo. A equipe apareceu reunida pela primeira vez nos quadrinhos da DC Comics em 2011 na linha dos Novos 52, universo que foi consequência do Ponto de Ignição causado pelo Flash, “substituído” recentemente pelo Rebirth. Obviamente visando esta expansão, a Warner Bros. e a DC anunciaram a animação desta equipe com a finalidade já citada antes.

Na animação, pessoas comuns começam a confundir outras com monstros como que por uma ilusão de ótica causando acidentes e assassinatos. A Liga da Justiça convencional se envolve, mas não é capaz de encontrar respostas. Até que o Batman recebe uma mensagem secreta pedindo para que ele procure por John Constantine e o enredo começa a se desenrolar. A presença do Batman na animação serve apenas para fazer a ponte entre a Liga da Justiça conhecida pelo público e a Liga Sombria, reunindo-os, apresentando-os e ,claro, servindo de chamariz para a produção. O Morcego em si praticamente não toma nenhuma ação de peso no decorrer da história, ele apenas acompanha os novos protagonistas, não necessariamente atrapalhando a fluidez dos acontecimentos, que aliás, custam a prender o espectador.

Apesar do enredo razoável, que balança entre momentos tediosos e batalhas frenéticas muito bem trabalhadas, Liga da Justiça Sombria traz um elenco de dubladores que é devidamente um dos pontos altos da produção além dos efeitos, resgatando Matt Ryan como Constantine depois de viver o especialista sobrenatural na série cancelada em 2015 e Jason O’Mara novamente como o Batman. Já os traços em si não agradam muito, balanceando um pouco mau momentos sem expressividade dos personagens e salvando com flexibilidade incrível em cenas de ação, mas tendo como ponto positivo a iluminação que é impecável.

Constantine é o maior destaque da animação.

Ademais, o filme entrega a pretensão de ousadia gráfica que demonstra maturidade, sem medo de mostrar mortes e sangue, trazendo até mesmo uma certa sensualidade como no caso da Orquídea Negra, levando a crer que de fato apesar de ser um desenho animado com finalidade de popularização, crianças devem passar longe e continuar apenas com Jovens Titãs em Ação.

De certa forma, apesar dos problemas que incomodam um pouco, Liga da Justiça Sombria é uma apresentação formidável da linha sobrenatural de personagens da DC Comics, popularizando-os antes que de fato um filme em live-action aconteça. Não exigindo nada brilhante, o filme consegue entreter em seus 75 minutos de duração, entregando algo simples e misto entre bom e regular, mas que faz com que você fique sentado esperando o que vai rolar no final apesar dos diversos altos e baixos.

Liga da Justiça Sombria (Justice League Dark) – EUA, 2017
Direção:
 Jay Oliva
Roteiro: Ernie J. Altbacker
Elenco: Camilla Luddington, Jeremy Davies, Jerry O’Connell, Jason O’Mara, Matt Ryan, Dee Bradley Baker
Duração: 75 min.

Revisado por: Bruna Vieira.

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Fã de quadrinhos no geral, amante de Skyrim e filmes com explosões exageradas

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