Crítica - Kong: A Ilha da Caveira
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King Kong é um dos maiores ícones da história do cinema e isso ninguém pode negar. Aparecendo pela primeira vez em 1933, o gigantesco gorila e sua clássica história do monstro tirado da natureza para uma exibição desastrada em meio a civilização já foi retratada tantas vezes que algo novo precisava ser apresentado. E é exatamente o que acontece em Kong: A Ilha da Caveira, filme que faz parte do Universo de Monstros Gigantes da Lionsgate Pictures e que estreia neste dia 9.

O receio de que o filme fosse o mais do mesmo do que já foi a releitura de Peter Jackson em 2005 pode ser abandonado aqui. Passando-se em 1973, ou seja, antes dos eventos de Godzilla (2014), o longa apresenta a mesma proposta de sempre mas de uma maneira diferente. Bill Randa (John Goodman) é um pesquisador tratado como louco por acreditar em teorias de que monstros habitam nosso planeta, sendo eles os verdadeiros donos de toda nossa superfície. Com a ajuda do geólogo Houston Brooks (Corey Hawkins), Randa consegue uma equipe de escolta militar liderada pelo tenente Preston Packard (Samuel L. Jackson), viciado em guerras e um pouco chateado pelo fim da Guerra do Vietnã, o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a jovem fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) para mapear a misteriosa ilha e descobrir seus segredos. Chegando lá eles acabam descobrindo que a expedição não era tão simples e se veem em meio a uma desesperada e sangrenta busca pela sobrevivência.

O interessante é justamente que não economizam ou demoram a mostrar o gigantesco protetor da ilha, Kong, que diferentemente da versão de Peter Jackson com cerca de 7 metros de altura, aqui tem de 30 metros ou mais. As cenas de luta do monstro e sua contemplação são realmente monstruosas fazendo o espectador ter de fato uma noção de pequenez perante a criatura na tela, o que é bem interessante em questões de imersão. Os efeitos visuais são realmente impressionantes com direito a um pouco de “gore” em cenas de morte balanceadas com uma censura que caiba na classificação indicativa e uma fotografia de tirar o fôlego, além da ambientação fantástica baseada no básico da natureza, apresentando uma fauna mais diversificada e criativa com novos monstros interessantes, e reforçando ideias e teorias do personagem de John Goodman.

O elenco é bem diversificado (vale lembrar que a linha de frente tem três personagens do Universo Cinematográfico Marvel) e cada um sabe a que veio, porém há personagens demais e poderia ter sido abordado algo mais profundo de cada um deles, dando-lhes mais tempo em tela ou carisma suficiente para serem marcados para o público (esforço feito com o personagem de Hiddleston), mas o roteiro e a proposta em si já mostram que os grandes astros do longa não são os humanos e sim as feras. Muitos pontos foram trabalhados literalmente na correria, mas um deles que fora realmente positivo é que não há nenhuma relação sentimental do pessoal da expedição com Kong até que a trama realmente apresente motivos para isso, sendo bem abordadas as razões, e aí o roteiro começa a guinar com um pouco mais de sentido e fluidez.

Kong: A Ilha da Caveira é um ótimo filme e dá ao monstro uma imponência talvez jamais mostrada. Promete entreter e cumpre seu papel na medida certa, intercalando momentos de valorização do elenco com momentos de batalhas colossais e bastante correria com visuais incríveis que tornariam muitos frames ali wallpapers de qualidade. O longa também cria uma preparação interessante para o grande embate contra Godzilla que veremos no futuro. Ah, e tem cena pós-créditos.

Nota: Kong: A Ilha da Caveira foi assistido pelo Oracullo em IMAX.

Revisado por: Bruna Vieira.

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Fã de quadrinhos no geral, amante de Skyrim e filmes com explosões exageradas

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