Crítica iBoy
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Com trailers para lá de instigantes e enredo que causa bastante interesse, iBoy estreou na última sexta-feira (27) na Netflix trazendo um conceito diferente de super-herói.

Ambientado em Londres, o filme nos apresenta a Tom (Bill Milner), que ao ir a casa de sua amiga Lucy (Maisie Williams) para estudar, acaba presenciando o momento em que bandidos invadem a casa da garota e a violentam. Na sua tentativa de fugir e ligar para a emergência, Tom acaba levando um tiro e ficando com estilhaços de seu telefone dentro do cérebro. Tais fragmentos acabam por dar a Tom poderes tecnológicos, e agora ele precisa controlar seus dons e vingar Lucy.

A história é bem original e diferente, já que Tom é um adolescente geek inglês completamente comum e tem dificuldades para poder entender sua nova realidade, seus poderes e como utilizá-los. Não é simplesmente um filme de herói como qualquer outro em que o protagonista nos primeiros momentos parece compreender bem os seus dons, não. Tom se sente estranho, tudo para ele é assustador e até desmaia por ter tanta coisa “fora do normal” acontecendo. É fácil entender as motivações do rapaz.

Mesmo conseguindo entender seus poderes, se adaptar e perceber até onde é capaz, Tom vai tentando cada vez mais concluir seu plano de vingança para com os bandidos, mas mesmo assim ele passa por bastante altos e baixos.

As atuações não deixaram a desejar em nenhum momento e a química dos atores Bill e Maisie funcionaram perfeitamente. A direção de Adam Randall foi bem coerente e o arco da história escrito por Joe Barton (baseado no livro de Kevin Brooks) foi bem resolvido, não deixando espaços para ambiguidades.

Os efeitos especiais não foram dos melhores, mas para um filme inteiramente de TV (que geralmente tem orçamentos menores) cumpriu seu papel. Alguns dos efeitos até lembram a série Black Mirror.

Apesar do desfecho não ser algo surpreendente e de não ser um filme “5 estrelas”, iBoy cumpriu com as expectativas ao mostrar sem medo a crueza de uma sociedade violenta, e a lidar com problemas sociais, além apenas de um herói disposto a salvar a donzela em perigo.

Revisado por: Bruna Vieira.

About the Author

Jornalista apaixonada pelo mundo do entretenimento. Apaixonada pelas coisas boas da vida além de filmes, séries e cultura nerd, ainda não entendeu por quê não escolheu cursar Cinema na faculdade.