Crítica: A Bela e a Fera
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A Disney resolveu finalmente mergulhar de cabeça nas adaptações em live-action de suas mais clássicas obras de animação. Os contos de fadas e aventuras que enchem nossos olhos há décadas agora encontram atores e atrizes de carne e osso para nos dar uma nova visão de como um ambiente mágico pode ser ainda mais fantástico no mundo “real”.

A Bela e a Fera chega logo após o sucesso de Mogli: O menino lobo para dar continuidade nesse novo trabalho de adaptações, encerrando uma época em que Hollywood preferia pegar contos de fadas e transferir para as telonas com versões paralelas e/ou sombrias das histórias, sendo esses filmes quase sempre de gosto bem duvidoso. Como basicamente um “copycola” do desenho animado, o longa que estreia nesta quinta-feira (16) é uma obra de encher os olhos de tanta beleza e o coração com uma montanha-russa de sentimentos que deixaria Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, que adaptou a história original de Gabrielle-Suzanne Barbot, bastante orgulhoso.

A famosa história da tímida e estudiosa garota de um vilarejo que conhece uma horrenda fera em um castelo esquecido ganha caras e cores que jamais serão esquecidos. Emma Watson sente-se tremendamente confortável no papel da protagonista, demonstrando seu poderio vocal e encarnando uma versão confiante e interessante da princesa, mostrando que é uma atriz realmente versátil. Ainda mais diante da Fera de Dan Stevens, retratada durante a maior parte do filme, claro, em uma versão de computação gráfica mas que possui uma intensa interação humana criando uma sensação de que a criatura realmente está ali no set ao lado de Watson. Josh Gad e Luke Evans formam uma dupla impecável. As claras investidas de LeFou (alvo de polêmica por ser o primeiro personagem assumidamente homossexual da Disney) em Gaston acabam por tornar a relação dos dois incrivelmente divertida, principalmente em meio aos momentos musicais do longa, misturando as intenções amorosas de LeFou no vilão ao deboche e descaso de Gaston para com seu fiel companheiro.

O filme é de fato uma adaptação “frame by frame” da animação, desde as canções aos momentos conhecidos da história, o seguimento direto de cenas com poucas coisas originais para a versão cinematográfica a fim de trazer a sensação de algo novo. A fotografia e ambientação são simples mas incrivelmente bonitos. Com poucas cenas em campo aberto, o filme apresenta uma fotografia fantástica em questões de ambientação interna, desde a pequena Villeneuve ao castelo do príncipe. As canções são majestosamente executadas e fazem jus aos espetáculos de cores e efeitos dos filmes animados da Disney, nos fazendo crer que o estúdio está de fato empenhado a nos dar adaptações cujas produções são de fato levadas a sério.

A Bela e a Fera é fantástico como o desenho de 1991 mas carregando a sensação de realidade, de como seria um verdadeiro conto de fadas no mundo real mesmo com sua impressionante simplicidade em diversos momentos. E não adianta se queixar por ser muito igual, é A Bela e a Fera e é perfeitamente fiel ao material de origem. Se queriam A Bela e a Fera, é A Bela e a Fera que vão ter.

FICHA TÉCNICA

Título: A Bela e a Fera (The Beauty and the Beast)
País: Estados Unidos
Duração: 129 min
Direção: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Ewan McGregor, Ian McKellen
Estreia: 16 de março de 2017

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Fã de quadrinhos no geral, amante de Skyrim e filmes com explosões exageradas

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